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domingo, 15 de junho de 2008

Século XIX

No século XIX, com o Romantismo, movimento artístico e filosófico, ocorrido na Europa por volta de 1800, as mulheres abandonam as exageradas maquilhagens do século passado, para adoptar um estilo com uma maior simplicidade.


Neste período a aparência física da mulher foi muitíssimo marcante.


Já com algumas influências vindas de épocas anteriores, a mulher do Romantismo era bastante refinada e feminista.


É dada grande importância à sua forma física e elegância, tentando-se disfarçar a gordura e excesso de peso, que afectava um grande número de mulheres devido à péssima alimentação da altura, tendo todas as mulheres que usar um corpete extremamente justo ao corpo. Esta era uma das causas, para os frequentes desmaios por entre este leque de senhoras.


Nesta época, é dada também bastante importância ao tom da pele, pois as mulheres do Romantismo, foram as únicas que renunciaram ao vermelho das faces: a cor sã que demonstra uma perfeita saúde, não estava de acordo com o momento espiritual em que viviam. O Romantismo tornou as faces pálidas e os lábios sem cor, escurecendo os olhos com sombras, devido aos seus amores tristes e infelizes. Desta forma, as mulheres cobriam o seu rosto com pós brancos, bebiam vinagre e sumo de limão, de forma a ficarem com a tez pálida.


É também, no início do século XIX, que se tenta pela primeira vez eliminar as rugas usando um método chamado “esmaltado do rosto”. Este, consistia em lavar primeiro o rosto com um líquido alcalino, depois passar uma pasta para preencher as rugas e em cima colocar uma camada de esmalte, feita com arsénio e chumbo, que durava aproximadamente um ano. Se a máscara fosse muito grossa, podia rachar com o mais pequeno movimento e também era insano e incómodo de usar.


Por volta de 1850, regressa-se novamente à moda das verdadeiras bonecas de porcelana, de corpos muito curtos e saias enormes, onde as faces já são levemente rosadas.


Os pós-brancos invadem os decotes e as costas, pois a mulher deve possuir uma tez de porcelana. Para tal, é utilizada uma pasta chamada “la blanquette”, feita com pó de arroz e talco e umas gotas de tintura de benjoim, pasta que provoca uma obstrução completa dos poros.


Os balneários entram também na moda. A mulher do Romantismo odeia o Sol, e, como tal, estes balneários estavam escondidos da luz, em locais sombrios. Todas as mulheres com dinheiro suficiente frequentavam os balneários, o que veio beneficiar a pele, uma vez que as águas, embora fétidas, completamente mal cheirosas, ajudavam na limpeza da pele e, por sua vez, na desobstrução dos poros.


Os banhos no mar começam também a divulgar-se, recomendados pelos médicos, no entanto, as mulheres entravam na água completamente cobertas, com botas altas, calças compridas, casacos de manga comprida, toucas na cabeça com abas para as orelhas, etc, isto para continuarem brancas.


Surgem também nesta época os cremes com garantia industrial. O primeiro foi o “Creme Simon”, para proteger a pele, que era uma espécie de creme nutritivo que todas as mulheres aplicavam. Em seguida surgiram os “leites de beleza”, mantiveram-se as loções e os óleos orientais entraram também em moda.


O “khol” era utilizado para escurecer os olhos acentuando, desta forma, a profundidade do olhar.


Em meados do século XIX, teve início a maquilhagem moderna. Nesta época aparece pela primeira vez o que viria a ser futuramente o baton (precisamente em 1880), que era uma pomada composta por manteiga fresca, cera de abelha, raízes de um corante natural e cachos de uvas negras sem polpa, que davam cor, sem provocar efeitos secundários.


Em 1880, a maquilhagem reconquistou as mulheres e nascia a moderna indústria de cosméticos. Pois com o desenvolvimento da química orgânica, começa-se a desvendar a composição química dos óleos e dos extractos naturais. Como resultado destas pesquisas, a indústria de perfumes passou de 500 a mais de 1000 fragrâncias sintetizadas. No final do século XIX, estava consolidada no mercado internacional a cosmética como um dos maiores e mais lucrativos negócios. Nascia, assim, a poderosa indústria de cosméticos que conhecemos até hoje, também muito influenciada pelos novos hábitos higiénicos, pela publicidade, pelo desenvolvimento dos meios de transporte, entre outros.


É também nesta altura, que se tornam famosos os banhos de morangos da elegante Madame Tallien, pois tinha a extravagância de banhar-se em sumo de morangos frescos, extraído das 20 caixas que traziam para ela.


O conceito de higiene, surge apenas no século XIX, depois das descobertas de Pasteur e dos seus trabalhos realizados sobre a importância da higiene na saúde. Estudos médicos provaram que a maior causa da morte nos doentes, estava relacionada com infecções provocadas por falta de higiene dos médicos, que não lavavam as mãos antes de verem e tratarem os doentes. Passaram, então, a ser obrigados a desinfectar sempre as mãos.


Médicos famosos, como o Dr. Caron, tiveram uma grande importância na história da higienização, recomendando o banho como um meio indispensável para a higiene e cuidado do corpo. É adoptando estes hábitos higiénicos, que surge o interesse pelos cuidados do corpo, vindo a aumentar ao longo do século. E são estes conceitos de higiene, tão fundamentais no dia-a-dia de uma esteticista que recorre sempre a: utensílios descartáveis, desinfectantes e equipamentos de esterilização.


O primeiro Instituto de Beleza do mundo, surge em Paris, no ano de 1880 fundado por Madame Lucas, oferecendo para além dos serviços cosméticos, uma grande diversidade de técnicas: massagens, cirurgia estética e dietética.


Desta forma, podemos constatar que os cuidados pessoais e a preocupação com a aparência, foram modificando ao longo dos tempos, atendendo ao evoluir das civilizações, ao ideal de belo e consequentes modas.

Um comentário:

Kassia Michele disse...

Gostei muito dessas informações. É interessante vermos como mudamos. Abração.